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IN MEMORIAM

Roberto Fernandez Retamar cruzou a fronteira da poesia para viver nas estrêlas. Por Marilia Guimaraes

Pela vez terceira deixando a Rua Aurea em Lisboa, para dar de encontro com a Calzada do Ferragial no Bairro do Chiado, dava de cara com a chapelaria datada de 188.. e tal. Havía chamado minha atenção uma boina azul com pequenos quadros rojos, linda a cara do Retamar. Vou levar, comentei com Eduardo. Em novembro, dou de presente. Vinicius o de Morais, Fernando – o Pessoa, Roque Dalton e Fernandez o Retamar compartiam minhas noites, em Miramar enquanto devorava versos, tragava poemas apaixonada pela poesia, pela magia de suas rimas pelo encanto escondido trás seus versos, atravessei, 10 anos de exílio. Por vezes e não poucas ora com Nicola, com Bertha Zuno ou sozinha encontrávamos pelas ruas, na Casa, entre charlas e charlas, Retamar envolvia Brasil e Cuba em longas juras de amor amenizando a saudade.

-Chico Buarque chega amanhã contou sorrindo, da janela do carro bem ali na esquina do Carmelo. Agora, sim Havana está completa. Imagina Retamar! Os cubanos tem um dom incrustado na pele – a ternura.

Meio século passaram entre cores, versos e guitarras. Entre encontros fosse com o Comandante, vernissages, premios, em companhia da Sara Gonzalez em dias de dominó ou descargas,sua presença de intelectual brilhante atiçava nossos neurônios.

Ontem, de repente Omar Gonzalez escreve no Whatsaap – Falleció Roberto Fernandez Retamar. Tremendo punhetazo na boca do estômago, olhos marejados numa tristeza profunda. Não é fácil perder combatentes quando o fascismo toca a nossa porta. Não é fácil. No mínimo entender que a vida é assim um vai e vem constante. Que os imprescindíveis sim, como diz Silvio Rodriguez iluminam os caminhos.

Fuente: REDH-Brasil

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